domingo, 15 de maio de 2011

AS SACOLINHAS PLÁSTICAS ESTÃO COM OS DIAS CONTADOS

Outro dia, eu estava na fila do caixa do supermercado e fiquei sabendo que, em breve, não será possível guardar nossas compras nas sacolinhas de plásticos comuns em estabelecimentos dessa natureza. Educadamente, a menina do caixa informou isso ao casal que estava à minha frente na fila e o rapaz, surpreso, virou-se e me perguntou se eu sabia dessa novidade. Confesso que eu não sabia, respondi a ele, mas, como já adotei a prática de levar minha sacola retornável quando vou fazer compras, isso não será problema pra mim, completei. Nas vezes em que me esqueço dela, peço caixas de papelão para guardar os meus produtos.
Pelo que sei, é uma lei municipal, que multará os estabelecimentos comerciais e industriais de Taubaté que insistirem em acondicionar ou entregar os produtos a seus clientes em sacolas ou embalagens a base de polietileno, propileno, polipropileno ou matérias-primas equivalentes, que levam cerca de 500 anos para serem absorvidas pelo ambiente, entopem bueiros causando enchentes e sufocam animais marinhos.
Quando soube dessa notícia, meu primeiro pensamento foi que os funcionários de caixa de supermercados vão sofrer um pouco quando a lei entrar em vigor. Afinal, a população ainda não está preparada para entender a importância desse comportamento sustentável para garantir as condições do meio ambiente agora e para o futuro das próximas gerações. As pessoas ainda olham apenas para o próprio umbigo e, quando falarem sobre o problema do tempo de decomposição, elas justificarão que não estarão por aqui quando o problema “estourar”.
Meu segundo pensamento foi mais positivo. Lembrei-me da época do risco de apagão, quando fomos forçados a mudar nossos hábitos (para melhor, diga-se de passagem) para economizar energia e diminuir, assim, a possibilidade de ficar no escuro e sem os confortos que a energia elétrica oferece ao nosso dia a dia. Naquela época, lembro-me da volta ao hábito de “passar café” no coador de pano e de papel, que oferecem, certamente, um gosto muito melhor do que qualquer cafeteira elétrica. Assim como o risco do apagão trouxe de volta o café coado, a eliminação das sacolinhas plásticas vai ressuscitar o velho e bom carrinho de feira, muito mais amigo do meio ambiente e muito mais prático para guardar os produtos que adquirimos no supermercado.
Infelizmente, no Brasil, para mudar a cultura das pessoas, é necessário impor leis que doem no bolso. Foi assim com o uso do cinto de segurança e será assim com a proibição da distribuição de sacolas plásticas. Mas o importante é que logo, logo teremos que aceitar essa realidade e nos adaptar a ela. Para quem já entendeu a importância do seu papel na preservação do meio ambiente, isso será fácil. Para os egoístas de plantão, a adaptação pode demorar um pouco mais, porém, vai acontecer.
Como disse Charles Darwin, “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Para um hábito tão simples como esse de trocar a sacolinha plástica por uma sacola retornável ou caixa de papelão, tenho certeza que todos serão capazes de mudar.

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5 comentários:

Meyre Lapido disse...

A vida é feita de hábitos, e podemos mudá-los a qualquer momento.Só precisamos fazer apenas uma pergunta a nós mesmos: Este hábito é positivo ou negativo? se negativo, está prejudicando sómente a mim? senão, que direito tenho de lesar outras pessoas com esse hábito?. Hábitos positivos beneficiam não sómente a nós e as pessoas à nossa volta mas gerações futuras, então a pergunta é: Quero ser lembrado porque pensei só em em mim?, ou pensei no outro como a mim mesmo?

Mir disse...

A sacolinha é útil para fazermos nossas compras no supermercado, mas uma grande vilã para o nosso planeta....Por isso precisamos nos concientizar do problema grave e nos habituar a novas ferramentas para nosso bem estar... Devemos parar de sermos egoístas e pensar na próxima geração que enfrentará grandes problemas que hj não esta sendo resolvido...

victor disse...

Confesso que não sei porque, mas tenho esse habito de pensar no meio ambiente ha muito tempo. Agora, esse negocio de olhar pro seu proprio umbigo me incomoda muito e nos brasileiros somos um dos povos mais individualista que conheço, e nessa categoria são todos iguais, ricos e pobres, analfabetos ou não, so pensamos em nos, que se lixem o resto. Aos interessados no assunto lixo urbano visitem o site da CEMPRE http://www.cempre.org.br/. Uma dica a nos todos, que tal separarmos o nosso lixo domestico antes de entregar a coleta,
Um super beijo

Adriana Otani disse...

Eu procuro adotar algumas atitudes no dia a dia:
- em casa, por incentivo da minha mãe, praticamos a coleta seletiva. Ela separa tudo o que pode ser reaproveitado, leva para o trabalho dela. Semanalmente, uma pessoa de uma ong passa recolhendo todo o material.
- não deixo lâmpadas acessas desnecessariamente. Isso chega a ser uma chatice da minha parte. Vou apagando as luzes, desligando aparelhos em stand by...
- Recentemente adorei as garrafas retornáveis para refrigerante...
- Uso transporte coletivo sempre que possível. Ou, ainda, ando a pé...
O pouco de todos nós fará a diferença!!

José Padilha disse...

Confúcio disse: "Somente os extremamente sábios e os extremamente estúpidos é que não mudam” e como estamos, pelo menos eu, no grupo intermediário, não vejo porque não adotarmos definitivamente esta prática que por muito anos foi, de certa forma, bastante difundida entre nós.
Outras práticas como banhos mais rapidos e eficientes, redução do consumo de combustíveis com menos uso de automóveis, redução do consumo de água e de energia elétrica e outros....
Só depende de começar, e eu ja faço isso no meu cotidiano.